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sindicato rejeita reajuste de apenas 5% de curtumes

10/03/2015
sindicato rejeita reajuste de apenas 5% de curtumes

NOSSA DATA BASE

A data base para curtumes é 1º de agosto, a partir desta data iniciamos nossas reuniões com o sindicato patronal para discutir e debater sobre o aumento da categoria e também para falar sobre preservar os benefícios já conquistados e ainda brigar por novos.

REUNIÕES SOBRE O REAJUSTE

Neste mês de agosto o Sindicato, a Federação dos Trabalhadores na Indústria Coureira, Calçadista e Vestuarista já se reuniram por duas vezes em São Paulo em uma sala da FIESP para falar sobre o reajuste de 2016.

Na primeira reunião estiverem representantes das empresas Fulga Couros (Jales), Midori (Penápolis) JBS (Lins) Vitapelli (Pres. Prudente) e Curtume Touro (Pres. Prudente), na ocasião nos foi apresentado uma pauta por parte dos patrões em que apresentava um aumento péssimo e absurdo de apenas 5% (cinco por cento) além de ter alguns benefícios que já havíamos conquistados em convenção serem derrubados pelos empresários.

Nesta primeira reunião a diretoria que representa o sindicato dos trabalhadores já se posicionou que não aceita esse tipo de proposta.

Já na segunda reunião, no último dia 24 (quarta-feira), em São Paulo estivemos presentes e as mesmas empresas enviaram representantes (JBS, Fulga, Midori, Vitapelli e Touro) ainda contamos com a presença do representante do Sindicato dos Trabalhadores Coureiros de Aguaí SP.

Neste dia após várias discussões os patrões disseram que só podem oferecer 6% (seis por cento) o que para nós beira ao ridículo.

Posição do Sindicato Coureiro: temos consciência a respeito da crise política em que se encontra o Brasil, patrões falam também em crise econômica, porém é importante dizer que no setor coureiro em nossa região ocorrem mais pedidos de demissão do que patrões mandam embora. Sem falar que em nosso levantamento de Rescisões de Contrato de Trabalho que passam pelo sindicato, o ano de 2014, 2015 e até junho de 2016 ocorreram mais pedidos de demissão, ou seja, eles não estão dispensando trabalhadores em grande quantidade.  Empresas de médio e grande porte estão abrindo filiais ou então comprando outras empresas do setor.

A Europa e Ásia estão em busca dos couros produzidos no Brasil, empresas agora em Agosto e Setembro devem apresentar seus couros em uma famosa feira do setor em Xangai na China e tem expectativas de que gere negócios em torno de US$ 200 milhões para o Brasil nos próximos 12 meses.

Bom diante deste cenário nem a inflação de 9,56% (nove vírgula cinquenta e seis por cento) eles podem nos oferecer?!

Estamos abertos à negociação, mas os trabalhadores que enfrentam dias e noites em indústrias do couro merecem um aumento decente.